Sobre ALBINO FORQULHA
Albino Forquilha, 56 anos de idade, ex-criança soldado, tradicionalmente casado com a Gilda Alexandre Mabote, nasceu no Posto Administrativo de Amatongas, cerca de 45 kms a sul da Cidade de Chimoio, Distrito de Gondola, Provincia de Manica, à 12 de Dezembro de 1968.
Seu avô (paterno), Tcheleni Macamo, soldado do Império de Gaza, é descendente da etenia/povo Nguni e, enquanto guerreiro, se transferira de Mandlakaze (Gaza) para Mussorize (Manicaland) por volta de 1898, actuais terras da Provincia de Manica, onde se localozava o quartel do exército regional do Gungunhana. Em Manica, o Tcheleni Macamo, seu avô, se tornou Mambo (sub-Rei) após seu tempo de guerreiro, casado 22 esposas e com uma das quais nasceu seu pai, Forquilha Cheleni Macamo.
Albino Forquilha completou o ensino geral do antigo sistema de educação, nos seguintes estabelecimentos de ensino: Nivel primário (1975-1979) na Escola Primária do Centro Educacional de Amatongas; ensino Secundário (1980-1981), na Escola Secundária de Jécua (6ª Classe) e conclusão da 12ª Classe bem como técnico médio profissional em serralharia mecánica e montagem de máquinas pesadas, na Escola de Amizade Moçambique – República Democrática Alemã e Instituto “Walter Kessner” de Stassfut respectivamente com diploma/certificado de qualificação profissional.
Foi ainda militar, membro das extintas Forças Populares de Libertação de Moçambique (FPLM), por conseguinte, goza do estatuto de combatente na República de Moçambique.
É ainda competente e formador em Planificação Estratégica e Operacional em ONGs, com especialização e experiência de décadas em concepção, gestão, monitoria e avaliação de Projectos Sociais.
Seu percurso e Evolução
Tratados de Paz e Segurança
Forquilha é perito em Tratados de Direito Internacional ligadas a matéria da Paz & Segurança, certificado e registado nas Nações Unidas - Secretariat of Arm Trade Treaty - ATT. Avenue de France 23 | 1202 Geneva | Switzerland), com destaque no Tratado de Comércio de Armas - ATT.
CREMOD
Por eleição de Partidos Politicos (25) sem assento Parlamentar e homologado pela Resolução nº 21/2023, de 17 de Julho do Conselho de Ministros, o Albino Forquilha é membro da Comissão de Reflexão sobre o Modelo de Governação Descentralizada em Moçambique, abreviadamente designada por CREMOD.
Partido Podemos
Albino Forquilha é o principal membro fundador do Partido PODEMOS (Povo Opotimista para o Desenvolvimento de Moçambique) em 2019, para o qual foi eleito Presidente, e desde 2025 é o Lider do 2° Partido com assento parlamentar na República de Moçambique, 43 Assentos na Assembleia da Republica e 67 nas Assembleias Provinciais.
AAMA
Forquilha é ainda Presidente da Associação de Amizade e Cooperação Moçambique – Alemanha (AAMA) e da Comissão Mista (Trabalhadores+Estudantes), representativas das reivindicações dos cerca de 21.000 Trabalhadores e Estudantes na extinta República Democrática Alemã (RDA), pela violação dos seus direitos (em descontos salariais e em equivalências) previstos nos acordos de 1979 e 1981 respectivamente.
Participação da Luta de Libertação
De criança Soldado, e mais tarde, integrante formal das Forças Populares de Libertação de Moçambique (FPLM), combatente, o Albino Forquilha deu um salto impressionante após a sua passagem a reserva/desmobilização das FPLM. Como conhecedor da guerra e seu impacto humanitário e socioeconómico, entendeu cedo, a necessidade da sua própria transformação em Peacebuilder (construtor da Paz) para Moçambique e não só.
Assim, o Forquilha foi convidado a dirigir a Campanha “Criança Soldado”, na Organização Reconstruindo a Esperança (RE), através da qual, advogou aos Governos de Moçambique e africanos para o não uso de crianças em conflictos Armados, bem como o re-recrutamento de ex-crianças soldados para novos conflictos armados. Igualmente, o Forquilha advogou pelo direitos de ex-crainças soldados a reabilitação psicosocial, culminando com a Declaração de Maputo, resultado da Conferência Africana para acabar com ultilização de criancas-soldados, realizada em Maputo, de 19-21 de Abril de 1999, na qual, Olara Otunnu, Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para Crianças em Conflictos Armados, destacou importancia de compreender como práticas tradicionais/indígenas podem ser utilizadas para cura e proteger as criaças em situiações de conflictos armados.